"Descobri a diferença entre ter paralisia do sono e sonhar que está tendo uma paralisia do sono. Em verdade eu achava que sofria paralisia do sono, mas descobri que apenas sonho com isso e como o sonho é muito real, é como se estivesse de fato tendo uma paralisia do sono. De toda forma, sendo ou não a mesma coisa, a semelhança da agonia, angustia e do sufoco sofrido é grande. Existe a sensação de desconforto físico, como se o corpo estivesse de má posição na cama, ou como se a respiração estivesse dificultada pela imobilidade corporal, entretanto, já sinto muito mais segurança diante de sonhos do gênero. Eu já consigo sair da paralisia do corpo (ou do sonho de paralisia) e projetar-me. Geralmente o instinto carnal fala mais alto, e minha primeira vontade é suprir as necessidades sexuais. Entretanto, aqui cabe uma polêmica: uma coisa é ter sonho lucido e outra é conseguir controlar o sonho. Vejo diferença, pois não é por que estou tendo um sonho lúcido que consigo fazer ou realizar nele todas as vontades pessoais, sejam elas quais forem. Projetar é simples para mim no momento: basta suportar a aflição da paralisia, ou seja, não me importar com ela, e sequencialmente pensar no que desejo, ou onde gostaria de estar. Mas nesse ponto entra o problema em questão: a vontade não impera. E aí eu pergunto: o que fazer?"
C.
Olá C.
Obrigada por partilhar suas indagações oníricas comigo. Nada como perguntar e tentar descobrir uma resposta ainda que seja para somar dados de experiências alheias.
Seu relato é muito interessante. Tenho estudado sobre os sonhos e suas variadas possibilidades do que possa ou não representar desejos interiores ou simplesmente objectos retidos na memória. Entretanto a paralisia corporal, quer seja no sonho ou fora dele, ainda é para mim um mistério, visto que eu também sofria deste fenómeno. Como convivi com ele? Como temor na altura, pois era ainda menina e não sabia o que sei hoje. Como consegui controlar? Da mesma forma que você. Optei por não fazer drama, nem entregar-me à possibilidade de morrer ali com aquela sensação de ter todo o corpo atado.
Se perguntar-me como controlo isso agora, respondo com muita satisfação que, por não pensar nem temer, não deixei espaço na minha mente. E ao fazer isso, simplesmente desapareceu. Penso sim, que controlei o meu sonho e dei ordens (ainda que inconscientemente) para que isso jamais acontecesse.
questão: a vontade não impera. Digo com certeza que sim, impera. Faz parte de um processo de educação mental e funciona depois que você descobre seus medos e desejos interiores. Assim, quando estes monstros estão mortos ou convenientemente controlados, todas as possibilidades de sonhar o que se quer ver e sentir, acontece como um passe de mágica.
Quanto a questão, "a vontade não impera", digo com certeza que sim, impera. Faz parte de um processo de educação mental e funciona depois que você descobre seus medos e desejos interiores. Assim, quando estes monstros estão mortos ou convenientemente controlados, todas as possibilidades de sonhar o que se quer ver e sentir, acontece como um passe de mágica.
Nas minhas pesquisas encontrei algumas explicações, mas responsavelmente prefiro não expor como certa, pois tenho minhas dúvidas.
Um grande abraço, C,
Joice Wormce Wormstão: a vontade não impera. Digo com certeza que sim, impera. Faz parte de um processo de educação mental e funciona depois que você descobre seus medos e desejos interiores. Assim, quando estes monstros estão mortos ou convenientemente controlados, todas as possibilidades de sonhar o que se quer ver e sentir, acontece como um passe de mágica.
Nas minhas pesquisas encontrei algumas explicações, mas responsavelmente prefiro não expor como certa, pois tenho minhas dúvidas.
Um grande abraço, C,
Joice Worm
Este fenómeno acontece com muitas pessoas. Não é muito comum lembrar, por razões múltiplas e por variar de pessoa para pessoa. No meu caso, não me senti paralisada em um das vezes. Estava perfeitamente acordada, mas a visão fantamasgórica lá estava. N'outras, estava sim tão paralisada que só me libertava depois que consegui mover ao menos um dedo. Mas conseguia sempre. E voltava a dormir. É uma experiência aterradora, mas muito interessante. Só aconteceu em fase adolescente, deixando-me curiosa. E isso faz com que eu continue a fazer minhas pesquisas.
ResponderExcluirOlá Joice. Eu também senti muitas vezes essa sensação, que passou depois que saí da adolescência. Eu estava acordada, podia ver o quarto inteiro (de olhos fechados, claro), mas não conseguia mover-me. Era angustiante. Depois de algum tempo tentando mover minha cabeça ou gritar por ajuda, conseguia despertar... Nunca entendi ao certo o que poderia ser isso. Outra coisa curiosa que acontece comigo é que, dentro do sonho, muitas vezes posso fazer o que quero ou que sinto vontade, tendo controle da situação, como se eu fosse realmente a pessoa que sou ali, e não apenas como um "espectador" assistindo ao acontecimento. Beijos, Ju
ResponderExcluir