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domingo, 27 de março de 2011

Porque sinto meu corpo paralisar?

"Descobri a diferença entre ter paralisia do sono e sonhar que está tendo uma paralisia do sono. Em verdade eu achava que sofria paralisia do sono, mas descobri que apenas sonho com isso e como o sonho é muito real, é como se estivesse de fato tendo uma paralisia do sono. De toda forma, sendo ou não a mesma coisa, a semelhança da agonia, angustia e do sufoco sofrido é grande. Existe a sensação de desconforto físico, como se o corpo estivesse de má posição na cama, ou como se a respiração estivesse dificultada pela imobilidade corporal, entretanto, já sinto muito mais segurança diante de sonhos do gênero. Eu já consigo sair da paralisia do corpo (ou do sonho de paralisia) e projetar-me. Geralmente o instinto carnal fala mais alto, e minha primeira vontade é suprir as necessidades sexuais. Entretanto, aqui cabe uma polêmica: uma coisa é ter sonho lucido e outra é conseguir controlar o sonho. Vejo diferença, pois não é por que estou tendo um sonho lúcido que consigo fazer ou realizar nele todas as vontades pessoais, sejam elas quais forem. Projetar é simples para mim no momento: basta suportar a aflição da paralisia, ou seja, não me importar com ela, e sequencialmente pensar no que desejo, ou onde gostaria de estar. Mas nesse ponto entra o problema em questão: a vontade não impera. E aí eu pergunto: o que fazer?"
C.

Olá C.

Obrigada por partilhar suas indagações oníricas comigo. Nada como perguntar e tentar descobrir uma resposta ainda que seja para somar dados de experiências alheias.

Seu relato é muito interessante. Tenho estudado sobre os sonhos e suas variadas possibilidades do que possa ou não representar desejos interiores ou simplesmente objectos retidos na memória. Entretanto a paralisia corporal, quer seja no sonho ou fora dele, ainda é para mim um mistério, visto que eu também sofria deste fenómeno. Como convivi com ele? Como temor na altura, pois era ainda menina e não sabia o que sei hoje. Como consegui controlar? Da mesma forma que você. Optei por não fazer drama, nem entregar-me à possibilidade de morrer ali com aquela sensação de ter todo o corpo atado.

Se perguntar-me como controlo isso agora, respondo com muita satisfação que, por não pensar nem temer, não deixei espaço na minha mente. E ao fazer isso, simplesmente desapareceu. Penso sim, que controlei o meu sonho e dei ordens (ainda que inconscientemente) para que isso jamais acontecesse.
questão: a vontade não impera. Digo com certeza que sim, impera. Faz parte de um processo de educação mental e funciona depois que você descobre seus medos e desejos interiores. Assim, quando estes monstros estão mortos ou convenientemente controlados, todas as possibilidades de sonhar o que se quer ver e sentir, acontece como um passe de mágica.

Quanto a questão, "a vontade não impera", digo com certeza que sim, impera. Faz parte de um processo de educação mental e funciona depois que você descobre seus medos e desejos interiores. Assim, quando estes monstros estão mortos ou convenientemente controlados, todas as possibilidades de sonhar o que se quer ver e sentir, acontece como um passe de mágica.

Nas minhas pesquisas encontrei algumas explicações, mas responsavelmente prefiro não expor como certa, pois tenho minhas dúvidas.

Um grande abraço, C,
Joice Wormce Wormstão: a vontade não impera. Digo com certeza que sim, impera. Faz parte de um processo de educação mental e funciona depois que você descobre seus medos e desejos interiores. Assim, quando estes monstros estão mortos ou convenientemente controlados, todas as possibilidades de sonhar o que se quer ver e sentir, acontece como um passe de mágica.


Nas minhas pesquisas encontrei algumas explicações, mas responsavelmente prefiro não expor como certa, pois tenho minhas dúvidas.


Um grande abraço, C,


Joice Worm

2 comentários:

Joice Worm disse...

Este fenómeno acontece com muitas pessoas. Não é muito comum lembrar, por razões múltiplas e por variar de pessoa para pessoa. No meu caso, não me senti paralisada em um das vezes. Estava perfeitamente acordada, mas a visão fantamasgórica lá estava. N'outras, estava sim tão paralisada que só me libertava depois que consegui mover ao menos um dedo. Mas conseguia sempre. E voltava a dormir. É uma experiência aterradora, mas muito interessante. Só aconteceu em fase adolescente, deixando-me curiosa. E isso faz com que eu continue a fazer minhas pesquisas.

Julhana Bianchini Pohlmann disse...

Olá Joice. Eu também senti muitas vezes essa sensação, que passou depois que saí da adolescência. Eu estava acordada, podia ver o quarto inteiro (de olhos fechados, claro), mas não conseguia mover-me. Era angustiante. Depois de algum tempo tentando mover minha cabeça ou gritar por ajuda, conseguia despertar... Nunca entendi ao certo o que poderia ser isso. Outra coisa curiosa que acontece comigo é que, dentro do sonho, muitas vezes posso fazer o que quero ou que sinto vontade, tendo controle da situação, como se eu fosse realmente a pessoa que sou ali, e não apenas como um "espectador" assistindo ao acontecimento. Beijos, Ju